Romaria do Divino Senhor da Serra - I
Arrancou no passado dia 15 de Agosto a romaria do Divino Senhor da Serra que se realizará até o próximo dia 23 de Agosto.
Esta é uma das mais famosas romarias do centro do nosso país, um devoção que remonta do séc. XVII. O Santuário do Senhor da Serra foi até às aparições de Fátima um dos mais procurados no país. Passo agora a contar a história desta grande peregrinação.
Arrancou no passado dia 15 de Agosto a romaria do Divino Senhor da Serra que se realizará até o próximo dia 23 de Agosto.
Esta é uma das mais famosas romarias do centro do nosso país, um devoção que remonta do séc. XVII. O Santuário do Senhor da Serra foi até às aparições de Fátima um dos mais procurados no país. Passo agora a contar a história desta grande peregrinação.
A partir de
uma data indeterminada, mas que se pode situar em torno da primeira metade do
séc. XVII, em Ceira terra que se situa nas proximidades de Coimbra, o casal
Martim Avô e sua mulher Maria Guilhalme detinha a posse de um Cristo que passou
a ser salvo de grande devoção. Devido a conflitos desaguisados entre os muitos
que corriam a sua casa para venerar a imagem, os possuidores resolveram
desfazer-se dela e esconderam-na num local ermo. Na vizinhança da zona onde o
casal vivia localizava-se o convento de Semide, ocupado por monjas beneditinas
e um certo dia, quando os seus criados andavam a apanhar lenha, encontraram a
imagem e levaram-na para o cenóbio, a fim de ali ser cultuada. O local do
achamento parece que ficava dentro da área do mosteiro e as religiosas fizeram
aí erguer uma cruz que passou a ser conhecida pelo nome de “Cruz de longe”. A
comunidade, para que a cruz pudesse continuar a ser venerada pelos muitos que
persistiam em ocorrer ali, a fim de pedir a proteção do Senhor, acabou por
mandar construir um pequeno coberto abobadado no cimo do monte. O alpendre
posteriormente e no contexto de uma evolução habitual, deve ter visto fechados
três dos seus lados e virado a capela numa data que se situa entre 1553-1563,
mas ao longo dos tempos foi sofrendo modificações. Também se lhe iam apondo
casas destinadas a dar pousada aos, cada vez mais numerosos, romeiros que
acorriam ao santuário. O Santuário e as esmolas dos fiéis foram os fatores que
permitiram a sobrevivência das últimas religiosas do mosteiro que apesar disso
se viram obrigadas a vender todas as pratas ao Divino Senhor da Serra.
Texto: Vasco Francisco - fontes: "Santuário do Divino Senhor da Serra de Semide" - João Paulo Fernandes , Regina Anacleto
Foto: Romeiros do Senhor da Serra noutros tempos - coleção de Belisário Pimenta
Texto: Vasco Francisco - fontes: "Santuário do Divino Senhor da Serra de Semide" - João Paulo Fernandes , Regina Anacleto
Foto: Romeiros do Senhor da Serra noutros tempos - coleção de Belisário Pimenta

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