quinta-feira, 11 de abril de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
A Semana Santa
A
Semana Santa (semana que antecede a Páscoa), é a semana mais importante no
calendário religioso. A oração, a reflexão e o silêncio são atos que os fiéis
praticam com amor e penitência nesta semana do ano em que louvamos e
agradecemos a Jesus Cristo o que ele sofreu por nós. Nesta semana celebramos os
mistérios da salvação, celebramos os últimos momentos de Jesus na terra, desde
a entrada em Jerusalém (celebrada no domingo de ramos) até à sua paixão e
gloriosa ressurreição.
O
tríduo pascal é o principal ponto da semana santa. A este tríduo considera-se
os três dias que antecedem o Domingo de Páscoa, ou seja a quinta-feira santa da
ceia do Senhor, a sexta-feira santa da compaixão e o sábado santo.
Em
terras de Semide esta semana é vivida recebendo todas as celebrações do tríduo
desde a missa do Lava-pés até à missa da Aleluia celebrada no sábado à noite.
Ainda hà pessoas que cumprem à regra todas as tradições e cultos pascais. Na
igreja matriz de Semide as celebrações atraem sempre muitos fiéis. Durante esta
semana já tudo se prepara para o Domingo de Páscoa, nas mesas os folares,
amêndoas e outras iguarias e por ali perto um crucifixo que marca a tradição e
o significado.
A
Sexta feira Santa é talvez o ponto mais alto das celebrações. A Via Sacra entre
Rio de Vide e o Senhor da Serra é uma tradição com mais de 20 anos, reativada
pelo grupo de jovens de Semide com o apoio da paróquia. São cerca de 5 km de
caminho onde o silêncio a oração e a reflexão nos levam a viver as várias cenas
da paixão de Cristo. Esta comemoração atrai todos os anos centenas de pessoas.
Retratando todas as estações numa representação viva magnifica que vista vale
mais que mil palavras. Os pontos mais importantes e mais admirados são o canto
de Verónica e as últimas estações já no calvário. Não querendo fazer promoção à
celebração, sugiro que venha viver este caminho até ao calvário.
Para
terminar a semana santa chega assim o sábado santo, é o dia do descanso e de
acalmar a dor da paixão do Senhor, o dia do silêncio. Durantes estes dias em
que se vive a compaixão o jejum é muito realizado pelos fiéis, desde a infância
que nestes dias até ao sábado santo às 10h fui habituado a não comer carne, mas
o verdadeiro jejum é a pão e água,
crenças que fazem parte das tradições pascais.
Na
noite de Sábado santo costuma-se dizer que “ a igreja não dorme”. O Povo
dirige-se para a igreja, é uma noite de meditação e de cantar a salvação e a
vitória do Senhor. À meia noite de sábado chega o dia da ressurreição o dia de
Páscoa. Começa assim a vigília pascal, na qual os fiéis são convidados a levar
uma vela que depois acendem para a renovação das promessas batismais e uma
campainha para a proclamação do “Aleluia, Aleluia, Aleluia!”.
Assim
termina a semana santa, numa noite de alegria e vida, já dentro do dia do
senhor celebra-se assim a noite da ressurreição que antecede um dia de tradição
e muita alegria.
Texto
de Vasco Francisco
Foto:
Via Sacra da paróquia de Semide e Rio de Vide 2007-2008
sexta-feira, 22 de março de 2013
Cantar das Almas
O povo das aldeias portuguesas é
todo ele um povo de culto e de fé. Um povo que venera o padroeiro da sua terra
como um salvador e a cura de todos os males. As tradições religiosas de cada
aldeia são as mais bonitas e as mais aguardadas durante todo o ano pelos
aldeãos. Mas a fé de cada um não remete só ao padroeiro mas a cada período e
solenidade que se vive. Estamos na 5ª semana da quaresma, a poucas horas de
iniciar a semana santa. A Quaresma é um tempo de oração, um tempo súplica e
reparação. Todas estas palavras têm sido vividas neste período quaresmal pelos
cristãos. É uma época de gestos e atos como: o jejum, o sacrifício, a via-sacra,
celebração comunitária, entre outros atos. Atos estes sendo alguns reconhecidos
como uma tradição, e é de uma tradição secular que paço a escrever.
O Cantar das almas é uma tradição
que ainda hoje se faz soar pelas ruas das aldeias da freguesia de Semide. O
Cantar das almas é uma oração cantada, dirigida a Deus com o objetivo da
salvação das almas e pelo zelo de cada pessoa no seu dia a dia. Um grupo de
pessoas convidadas pela paróquia, vão durante os domingos da quaresma cantar às
almas por todas as aldeias da freguesia.
“O
silêncio implanta-se na aldeia. Todos esperam pela hora do coro de homens e
mulheres, chegar à sua rua para cantar às almas santas. Rezam cantando pelas
almas daquela aldeia. Naquela hora em que o grupo se divide em dois (um grupo
ao cimo da rua e outro ao fundo) os habitantes saem à rua para ouvir a oração e
também eles rezam. Cada grupo canta dois versos de cada estrofe, um conjunto de
versos com palavras de súplica e de louvor.
1ª
À
Porta das almas santas
Bate
Deus a toda a hora
Almas
Santas lhe perguntam
Ó
meu Deus que quereis agora.
2ª
Quero
que Deixeis o mundo
E
venhas para a glória
Nesse
reino da glória
Ó
meu Deus quem se lá vira.
19ª
Ajoelhemos
por terra
Já
não somos os primeiros
Vá
na nossa companhia
Jesus
Cristo Verdadeiro.
20º
Se
ouvires tocar para a missa
Deixa
tudo e vai a ela
Quando
dizem santo santo
Desce
Deus do céu á terra.
Nossa
Senhora a ouvi-la
Jesus
cristo ao pé dela
Quando
disto me alembra
Ganho
paixão e ternura
Em
somente me lembrar
Breve
irei para a sepultura.
(…)
No
fim da última quadra, todos rezam um pai-nosso e uma ave-maria. Um ato final da
oração cantada. Dos habitantes, alguém sempre se dirige ao grupo para dar a
esmola, a dita esmola para as almas do purgatório.
Um ritual muito antigo que se faz ouvir desde
à muitos anos nas nossas terras, habituadas a tradições como esta que ainda é
visível em quase todas as partes da nossa nação.”
Texto
de Vasco Francisco
Letra,
in “Cantar às almas santas-Paróquia de Santa Maria de Semide”
domingo, 27 de janeiro de 2013
Nos
Trilhos da água
Os
Moinhos da Lata
De muitas ruínas e
sítios escondidos, restam-nos hoje as histórias que nos contam os nossos avós.
Histórias que se vão passando de geração em geração, memórias de um povo
trabalhador e humilde. Entre muitas memórias que ainda se ouvem na aldeia da
Lata, as memórias dos velhos moinhos do Cana-Fechal, ainda se fazem ouvir dos
lábios dos mais velhos.
Do lado oeste da
aldeia, localiza-se uma grande área de campo e pinhal, uma área onde a Natureza
é simples e campestre mas no entanto encantadora, principalmente no Inverno e
na Primavera. Passo assim a descrever este sítio escondido, que faz fronteira
entre a Lata e aldeias vizinhas e que está intimamente ligado aos antigos
costumes das aldeias.
“ Nesta típica tarde de
Inverno, resolvi calcar uma estrada diferente, poder-lhe-ia chamar um roteiro
se assim fosse eleito, mas na verdade é apenas um caminho longo e esquecido
onde a Natureza é vasta e encantadora. As terras do Cana-Fechal foram em tempos
o pão de muitas famílias aldeãs. Atualmente alberga as estradas, os campos, os
pinhais e a ribeira que sempre teve, mas é um lugar que hoje é visto de outra
forma. A Natureza oferece um belo passeio, por estas terras silenciosas onde
apenas se ouve a orquestra da natureza. De cavalo, a pé ou mesmo de bicicleta a
fauna e a flora é sempre primorosa. Nestes terrenos campestres admiro as velhas
estradas, no Verão secas e no Inverno enlameadas cheias de água que a chuva
oferece. No terreno pedregoso das velhas estradas, pode-se ver as relheiras dos
carros de bois que ali ficaram marcadas até aos nossos dias. Os campos verdes e
férteis, floridos na primavera são um dos encantos do local. Antigamente eram
todos amanhados, de manhã cedo as terras enchiam-se de pessoas que iam até às
terras a pé, de burro ou na carroça dos bois. Plantavam um pouco de tudo, mas o
centeio e o trigo eram as plantações mais abundantes. Hoje enchem-se de
pomares, de vinhas, aveia e silvas cultivadas pelas própria terra. Cada pedaço
de terra e de pinhal era uma fortuna para qualquer homem, se vissem roubar
algum pinheiro era uma guerra armada. Entre os pinhais restam hoje vestígios
dos resineiros, os pequenos vasos de barro para onde a resina escorrera, vêm-se
pelo chão.
O Silêncio é cortado
pelo som dos pássaros, dos milhafres, das corujas e galhofas, pelas cegarregas
no verão e grilos na primavera. Ao largo dos poços, ouvem-se os sapos e as rãs.
Um javali, uma raposa ou uma lebre que se move sem querer ser vista. O som do
vento calmo que balouça os olivais, pomares e as folhas das videiras. De entre
todos estes sons há um que se destaca desde as primeiras chuvas até ao romper
do Verão. É som do ribeiro, da água que fresca e pura banha as terras e lhes
sacia a cede. Esta ribeira que nasce em terras vizinhas, prolonga-se num
percurso estreito até ao rio Ceira, muitos quilómetros saudando a água de
muitos afluentes. Quando caiem as primeiras chuvas a ribeira começa a renascer,
com ela nasce uma paisagem magnífica. As cascatas e as levadas oferecem um som
natural que antigamente era ainda mais bonito. Hoje os velhos moinhos
abandonaram a água. Em tempos passados, os moinhos de água do Cana-Fechal eram
a atração de muitas pessoas. Ao todo eram cerca de 6 moinhos, hoje apenas um
está em pé mas já não funciona. As ruínas fizeram-se com o tempo e hoje os mais
velhos que os viram funcionar, quando passam por eles sufocam a saudade de
tempos que ali viveram.
Todos os moinhos eram
de pessoas da Lata e de aldeias vizinhas. Quando a ribeira começava a levar as
primeiras águas, os aldeãos deslocavam-se às dezenas, com os burros carregados
de taleigos de milho, trigo e centeio. Os moleiros preservavam os seus moinhos
como uma casa. Passavam ali tardes a moer a semente que depois de transformada
em farinha servia para a confeção de broa e pão cozidos no forno de lenha.
Todos os moinhos de água ao longo da ribeira eram moinhos de rodizio (rodizio:
roda com penas de madeira, com movimento horizontal ligada à mó por um veio).
De entre muitas tarefas
do moinho, os moleiros reparavam os rodízios no inferno do moinho (Inferno do
moinho: parte inferior do moinho onde se situava o rodizio), reparavam a moega
ou tegão (moega ou tegão: peça funda de madeira onde é colocado o grão),
picavam a pedra (Pedra: mó em granito) entre muitas tarefas que lhe cabiam para
o bom funcionamento do moinho. No
exterior limpavam a levada (levada: canal por onde segue a água até ao moinho),
concertavam as tampas ou pejadouro (pejadouro: tábua que comanda a direção da
água na levada), entre muitas outras tarefas. Os moleiros tinham assim um
vocabulário especifico para cada parte da faina.
Dos moinhos do
Cana-Fechal restam as ruínas e as memórias do povo que os viu trabalhar, restam
ainda os vestígios da atividade: como mós, as balanças, pesos, alqueires, e
outros apetrechos. Moleiros já não existe nenhum. Contam por cá os mais velhos
que no inverno, os moleiros passavam tardes nos moinhos a ouvir o som da água e
da mó a moer, regressavam já tarde à luz da candeia em cima do burro carregado
de taleigos. Os moleiros por vezes levavam consigo alguém para os ajudar e levavam
o farnel. Por vezes reuniam-se os moleiros num só moinho e passavam horas a
cantar ao som da viola. Restam ainda alcunhas destes homens que eram apenas
moleiros enquanto passava água na ribeira (Inverno-Primavera), que os velhos
aldeãos ainda guardam no pensamento como: Zé do moinho, Mário moleiro entre
outros nomes. O moleiro sempre que moia para outras pessoas, retirava a sua
maquia de farinha, e assim lhe pagavam pelo seu trabalho.
Ao longo desta famosa
ribeira, erguiam-se também engenhos de cortar madeira, lagares de azeite e
engenhos do linho. Todas estas construções, aproveitavam a água da ribeira para
trabalhar.
Depois de tudo
trabalhado pela natureza, do moinho vinha a farinha, que servia para o fabrico
artesanal do pão de trigo, da broa de milho e centeio, sempre cozido a forno de
lenha. Apesar de já não haver moinhos ficou felizmente na aldeia da Lata e
aldeias vizinhas a arte de confecionar a broa e o pão no forno de lenha. Um
produto que era a refeição de centenas de famílias. Dos engenhos do linho que
era cultivado nos campos das aldeias e que depois passava pela água da ribeira,
ficou-nos as lindas toalhas, panos e lençóis, hoje relíquias guardadas nas
grandes arcas de madeira. “
Termino assim, este
artigo que já vai longo. Das memórias que nos restam destes antigos costumes,
fico contente por ainda haver no nosso país uma vasta rede de moinhos de água e
de vento, fico triste por os moinhos da aldeia já não funcionarem mas sei que
foi a partir deles que hoje ouvimos histórias e memórias contadas ao serão.
No vídeo que se segue
pode-se assistir a imagens únicas recolhidas no ano de 2010. Apesar de não
serem da melhor qualidade, dá para mostrar a natureza e os vestígios do
Cana-Fechal.
Texto de Vasco
Francisco.
Vídeo: Realização de
Vasco Francisco, “Nos trilhos da água “, 2010.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
As
Janeiras
O Cantar dos reis ou o
cantar das janeiras, é uma tradição muito antiga, que até aos nossos dias se
tem preservado através dos grupos de folclore, das associações culturais e pelo
povo amante das nossas tradições. As Janeiras são uma tradição que pertence ao
ciclo natalício. Para muitos a primeira festa do ano.
De candeias e lampiões
na mão, homens e mulheres que se abrigavam do frio com grandes xailes e samarras,
punham-se a caminho entre vinhedos e olivais, pelas ruas estreitas das aldeia a
cantar as janeiras na noite de reis. Cantavam à porta dos aldeãos, que ao
ouvirem as bonitas quadras acompanhadas pelos instrumentos de corda e pelas
concertinas, abriam a porta aos cantadores. A alegria das pessoas entrava no
coração de quem os recebia de porta aberta e lhes oferecia uma chouriça, um
bocado de carne da salgadeira, uma garrafa de azeite, bens que a terra dava ao
longo de um ano. O frio da noite caía sobre os corpos alegres e humildes do
grupo que se reunia no fim da noite para desfrutar as oferendas. Era assim que
antigamente era celebrada a chegada dos reis ao presépio. Felizmente esta é
ainda uma tradição que se cumpre à regra em muitos lugares do nosso país. As
músicas que eram cantadas foram-se passando de geração em geração, e assim
ainda se cantam por essas aldeias e cidades.
Na
aldeia da Lata, a tradição dos reis, é a primeira festa do ano. É celebrada de
uma forma genuína. O cantar das janeiras na Lata é uma tradição que se realiza
à mais de 30 anos, e que com o passar do tempo tem surpreendido os aldeãos. Na
aldeia as janeiras são celebradas no 1º domingo a seguir ao dia de reis (6 de
Janeiro). A festa é organizada pela comissão de festas da aldeia. Logo pela
manhã no alto da aldeia faz-se ouvir muita música portuguesa que se ouve por
toda a povoação e assinala que é dia de festa. Pode-se dizer que esta festa
está dividida em 3 partes: o cortejo dos reis, a missa de reis e o leilão de
oferendas. O Cortejo dos reis é talvez o mais aguardado. Um grupo de pessoas
reúne-se para cantar as janeiras acompanhados dos tocadores que com
instrumentos comuns percorrem a aldeia a cantar as quadras populares das
janeiras. O que torna genuína esta tradição é a formação do cortejo. Para além
dos cantadores das janeiras, este cortejo é também composto pelos comuns
tratores agrícolas da aldeia, que enfeitados com palmeira, acácia e fitas são o
transporte das oferendas oferecidas pelos aldeãos, produtos que terra dá e
iguarias tradicionais e não só. Estas oferendas apesar de simbolizar as prendas
dos reis ao menino Jesus simbolizam também o gosto e a alegria pela preservação
desta antiga tradição. A volta ao lugar é feita numa 1h e meia, uma vez que é
pequeno. A abrir o cortejo, não sendo fixo anualmente, vão os três cavaleiros.
Quando chegam ponto de partida o cortejo é encerrado e é esperada a missa
solene.
O povo celebra neste
dia a primeira missa do ano na aldeia que é celebrada na capela de Nossa
Senhora da Saúde. O altar está enfeitado a condizer com a época natalícia, num
canto da capela ergue-se o presépio que é admirado por todos, sendo para os
mais novos um carinho e uma forma de ver jesus. Neste dia o menino Jesus sai do
presépio e sobe ao altar onde o deitam sobre uma almofada ou sobre um pano
branco. Aldeãos e não só, vêm adorar o menino à pequena ermida onde no final da
missa o padre dá o menino Jesus a beijar ao som dos velho cântico “Entrai,
entrai pastorinhos…”, cantados pela assembleia. Um momento de amor e de
alegria, um gesto simples de louvar Jesus e o seu nascimento. Por vezes apenas
este momento leva mais pessoas à eucaristia. No fim da missa homens e mulheres
reúnem-se à porta da capela onde os desejos de bom ano se fazem soar.
Já quando a noite vem
perto, na sede da ADCR da Lata realiza-se o tradicional leilão de ofertas. Nos
bordos do palco estão expostas as oferendas que foram recolhidas durante o
cortejo. Uma a uma vão sendo leiloadas ao microfone e apresentadas ao povo. O
ambiente é de convívio rural. Os homens divertem-se a jogar às cartas, à malha
(jogo tradicional) e ainda me lembro quando lançavam o pião. Os mais novos
desenferrujam os matraquilhos. As mulheres sentam-se nos bancos compridos do
salão, onde todas juntas conversam. Quando começam a ser leiloadas as primeiras
ofertas, o povo presente divide-se pelas mesas (normalmente, as mulheres numa
mesa, e os homens noutras) e vai
começando a comprar as ofertas que são para comer, como queijos, vinho,
chouriças etc. Por vezes à ofertas que começam com valores baixo e vão até
mesmo aos 100 euros. As ofertas para comer vão em cestos de vime forrados com o
pano mais bonito desde linho até outros.
Entre muitas ofertas destacam-se as que não são tão vendidas, alguns
aldeãos oferecem galos, abóboras, árvores, entre muitos produtos rurais.
No fim fica a
recordação de um dia de festa, de mais uma tradição religiosa que felizmente
não se vê perto do fim.
Texto de Vasco
Francisco
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